Entre os pontos que é preciso ficar de olho na saúde pública, um dos maiores gargalos da Saúde Pública é, certamente, a gestão de medicamentos, e há vários motivos que desencadeiam esse problema, que acaba desembocando na administração dos Municípios.


Um deles certamente é a distribuição gratuita de remédios que combatem as doenças crônicas, responsáveis por 70% das causas de morte no país, conforme apontou a Pesquisa Nacional de Saúde realizada no ano de 2013.


Ao todo, 57,4 milhões de brasileiros possuem alguma doença crônica não transmissível, como verificou uma outra pesquisa, dessa vez realizada pela Unicamp no ano passado.

Isso significa que 45% dos brasileiros acima dos 18 anos sofrem com esses  problemas, sendo os principais hipertensão, diabetes, artrite e reumatismo, problemas na coluna, depressão e a asma.


Ainda, as pessoas com menor nível de escolaridade e sem plano de saúde particular são as que mais entram nesses índices.


Ter doença crônica faz com que os pacientes, além de apresentarem limitações para o dia a dia no convívio pessoal e no trabalho, dependam de remédios para o seu bem-estar e algumas vezes até para sua sobrevivência.


O SUS (Sistema Único de Saúde) distribui gratuitamente esses medicamentos, e essa distribuição inclui também os tratamentos mais complexos, para doenças raras, que chegam a custar milhares de reais mensais por paciente, através do programa

Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), que é responsável pelo processo burocrático para viabilizar medicamentos de alto custo.


No entanto, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), de 2017, mostrou que 11 Estados e o Distrito Federal jogaram remédios fora em 2014 e 2015. As causas do desperdício foram validade vencida e armazenagem incorreta, e o prejuízo chegou a R$ 16 milhões, dos R$ 65 milhões utilizados para este fim.


Responsabilidade do Município


Mesmo que a verba seja federal, a responsabilidade de administrá-la é dos municípios, que distribuem os medicamentos à população através das farmácias, geralmente integradas às unidades básicas de saúde.


Por isso, esse controle deve ser feito rigorosamente, de forma que não falte medicamento à população carente, e que esses remédios tenham um giro correto a fim de serem consumidos antes do seu vencimento, para que o recurso público não vá, junto com ele, para a lata do lixo.


Controle de estoque


A forma mais eficaz de fazer o gerenciamento de processos correto dos medicamentos é ter um controle de estoque eficiente.


Mas o que isso significa?


Para reduzir ao máximo o desperdício, é preciso passar por três pontos básicos, e são eles:


1- Saber quais medicamentos são realmente necessários


Levantamentos podem apontar quais são os medicamentos mais utilizados, desde aqueles em que sempre há demanda até os sazonais, que podem variar por diversos aspectos, incluindo doenças da estação, por exemplo. No inverno, as doenças respiratórias se agravam, sendo necessário ter mais antibióticos em estoque. Já na primavera, as alergias são mais comuns.


Para fazer esse levantamento, ferramentas tecnológicas conseguem armazenar os dados necessários e apps de B.I. ajudam a visualizar essas informações com mais clareza, fazendo este mapeamento que pode funcionar como um direcionamento na hora de evitar desperdícios ou estocar menos que o necessário para atender a todas as solicitações.


Um software especializado em gestão pública, com módulo específico para a saúde, pode ser um grande aliado neste momento, assim como nos outros pontos que serão citados na sequência.


2- Saber a forma correta de armazenamento


Cada medicação tem a sua especificidade, e deve-se prestar muita atenção na forma de armazenamento.


Algumas não podem ficar expostas à luz, outras não suportam certas temperaturas.


O armazenamento errado pode comprometer a eficácia da medicação, e não prestar atenção neste detalhe pode gerar um grande prejuízo.


Mantenha uma equipe treinada, capaz de armazenar corretamente cada medicamento.


Quando estão cadastrados em um software, é possível dar visibilidade à essa informação, tornando este trabalho mais fácil, rápido e com menos chance de erro.


3 - Ter um controle eficiente de saída


Medicamentos só saem da farmácia pública com receituário médico. É importante ter controle sobre esses receituários e sobre tudo que deixa as prateleiras, fazendo um balanço constante para medir se o que sai é mesmo o que foi solicitado através de consultas.


Através desses dados será possível calcular os medicamentos mais receitados de acordo com vários aspectos, como faixa etária, hábitos do paciente, localidade, época do ano.


Novamente um software de gestão focado em controle de armazenamento de remédios para a saúde pública pode ser o melhor parceiro para esta missão.


Outra dica importante é descentralizar a distribuição


Na gestão da saúde pública, um dos maiores desafios é descentralizar o atendimento, fazendo com que a população procure as unidades de saúde mais perto de onde vivem.

Uma opção inteligente, e que facilita a gestão de medicamentos, é avaliar quais medicamentos são mais utilizados por região, e dividi-los em diferentes postos.


Esse tipo de ação tem uma eficiência maior, tanto na distribuição quanto no armazenamento e controle de fluxo, além de facilitar para quem precisa daquele remédio.

Afinal, com receituário em mãos, ele não precisa se dirigir a outro local, e ainda pode tirar eventuais dúvidas com o médico que fez a receita.


Sua administração está pronta para gerenciar os medicamentos distribuídos na saúde pública?


O IDS Saúde é um sistema específico para a gestão de toda a secretaria de saúde. Solicite uma demonstração e mostraremos o que somos capazes de oferecer para solucionar de uma vez por todas este gargalo no seu Município.

 

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